Pirâmides do Egito | Pirâmides do Egito
Pirâmides do Egito
As pirâmides egípcias são estruturas egípcias antigas sob a forma de pirâmides. Desde novembro de 2008, fontes estimam que o número de pirâmides egípcias é de cerca de 118 ou 138. Durante a antiga e a Idade Média, a maioria delas foram construídas como túmulos para os antigos faraós e seus dependentes.
Pirâmides do Egito
As primeiras pirâmides: As mais antigas pirâmides egípcias conhecidas são encontradas em Saqqara, noroeste de Memphis. A mais antiga destas pirâmides é a Pirâmide de Passo do Rei Djoser, que foi construída de 2630-2610 a.C. durante a Terceira Dinastia. Criada pelo arquiteto Imhotep, esta pirâmide e a coleção circundante são geralmente consideradas as estruturas maciças mais antigas do mundo construídas a partir de obras de construção.
As Grandes Pirâmides de Gizé: Entre as pirâmides egípcias mais famosas estão as do governador de Gizé, na periferia do Cairo. Muitas das pirâmides de Gizé estão entre as maiores estruturas já construídas no mundo. A pirâmide de Khufu em Gizé é a maior pirâmide egípcia. É a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda em existência.
A segunda pirâmide egípcia historicamente documentada é creditada ao arquiteto Imhotep, que planejou o que os egiptólogos acreditam ser um túmulo para o faraó Djoser. Imhotep é atribuído por ser o primeiro a conceber a noção de empilhar mastabas umas sobre as outras, criando um edifício composto de vários "degraus" que diminuíram de tamanho em direção a seu ápice
O resultado foi a construção da Pirâmide de Djoser, que foi projetada para ser uma escada gigantesca através da qual a alma do faraó falecido poderia subir ao céu, e este era seu plano para alcançar seu propósito, que os falecidos egípcios deificaram depois dele.
Muito depois do fim do período de construção da própria pirâmide egípcia, uma explosão de construção de pirâmides ocorreu no que é hoje o Sudão, depois que grande parte do Egito ficou sob o domínio do Reino de Kush, que então estava sediado em Napata.
Enquanto o domínio de Napatan foi breve, terminando em 661 a.C., a cultura egípcia causou uma impressão indelével. O período meroitico da história kusítica, quando o reino estava centrado em Meroë, (aproximadamente no período entre 300 a.C. e 300 d.C.), viu um renascimento completo da construção de uma pirâmide, que viu mais de duzentas tumbas de pirâmides reais indígenas de inspiração egípcia serem construídas nas proximidades das capitais do reino.
Acredita-se que a forma das pirâmides egípcias representa a colina primitiva na qual os egípcios acreditavam que a terra tinha sido criada, e acredita-se que a forma da pirâmide representava a luz solar descendente. Longe.
As pirâmides também eram freqüentemente nomeadas de maneiras que se referiam à luminescência solar. Por exemplo, o nome formal da Pirâmide Bent em Dahshur era The Southern Shining Pyramid, e o de Senwosret em el-Lahun era Senwosret está brilhando.
Em 1842, Carl Richard Lipsius publicou a primeira lista moderna de pirâmides - agora conhecida como a "Lista de Pirâmides de Lipsius", que contava o número de pirâmides para 67 pirâmides, e outro grande número foi descoberto desde então, a partir de novembro de 2008, 118 pirâmides egípcias foram determinadas. A mais recente pirâmide a ser descoberta foi a de Sesheshet em Saqqqara, mãe do faraó Teti da Sexta Dinastia, anunciada em 11 de novembro de 2008.
As Pirâmides do Egito: Monumentos Atemporais de uma Civilização Antiga

Situadas em um planalto cercado por colinas de areia, as pirâmides do Egito estão entre as estruturas mais reconhecidas do mundo inteiro, e é fácil entender por quê. Talvez seja impossível encontrar alguém que já tenha viajado, lido ou assistido a um documentário e não tenha se encantado com essas construções imponentes, que resistem ao tempo há séculos. A beleza das pirâmides e o modo como foram erguidas não deixam ninguém indiferente, e esse é um dos principais motivos que levam historiadores e viajantes de todas as idades aos países da Antiguidade. Dito isso, vamos voltar no tempo para conhecer a grandiosidade das pirâmides do Egito, entender por que elas importam para a história e qual influência tiveram sobre as gerações seguintes.
Um vislumbre do gênio arquitetônico do Egito Antigo
Do ponto de vista histórico, a magnificência das pirâmides revela a criatividade e a habilidade arquitetônica dos antigos egípcios. Erguidas como santuários para reis e imperadores, simbolizando seu poder divino, essas grandes construções demonstram o alto nível de engenharia, matemática e astronomia que os egípcios alcançaram.
As pirâmides não foram construídas apenas para abrigar e proteger os corpos preservados de reis e rainhas. Foram concebidas como portais, voltados para o interior, para o além. Os antigos acreditavam que seus reis governariam não só neste mundo, mas também no próximo, e por isso as pirâmides foram erguidas para oferecer uma morada digna a seus espíritos errantes. Da mesma forma, junto ao corpo do faraó eram depositados riquezas, provisões e objetos rituais, para auxiliar sua passagem para a vida eterna.
As Três Pirâmides do Planalto de Gizé

A Grande Pirâmide de Quéops
Depois de vários séculos de exposição aos elementos, a pirâmide tem hoje cerca de 138 metros de altura, o que ainda é impressionante. Estima-se que a Grande Pirâmide tenha sido construída com mais de 2,3 milhões de blocos de pedra, alguns deles pesando até cem toneladas, o que a coloca entre as maiores maravilhas da engenharia do mundo antigo. Como os egípcios conseguiram cortar, transportar e montar blocos tão enormes continua sendo um mistério: alguns defendem o uso de rampas ou até de guindastes, outros acreditam que bastou a força bruta, e há ainda quem aposte na engenhosidade.
A Pirâmide de Quéfren
A Pirâmide de Quéfren, túmulo de Quéfren, filho do faraó Quéops, é uma das grandes construções do planalto de Gizé. Embora seja mais baixa que a do pai, ela parece maior, porque foi erguida em um terreno mais elevado e, principalmente, porque guarda no topo boa parte do revestimento liso original, que resistiu às intempéries e dá a impressão de uma estrutura ainda mais imponente. Todas as pirâmides tinham essa camada de calcário de Tura, tão bem polida que parecia vidro, e por isso brilhavam sob o sol.
Diante da pirâmide de Quéfren fica também a Grande Esfinge de Gizé, com cabeça de homem e corpo de leão, esculpida em um único bloco de calcário e considerada, em geral, uma representação do próprio Quéfren. Essa figura colossal, à frente das pirâmides, desperta ainda mais a curiosidade sobre o complexo de Gizé.
A Pirâmide de Miquerinos
Das três pirâmides de Gizé, a menor é a de Miquerinos, construída para o faraó Miquerinos, filho de Quéfren. Ainda assim, ela se destaca porque parte do seu revestimento é de granito, e não do calcário usado na maioria das pirâmides famosas. Esse material, somado à inclinação e à altura da pirâmide, sugere que Miquerinos queria ser lembrado ao lado dos grandes reis do Egito.
Outras Pirâmides Encantadoras do Egito: Sacara e Dahshur

Outras pirâmides do Egito
Embora as pirâmides de Gizé sejam talvez as mais conhecidas, estão longe de ser as únicas do Egito. Ao longo do vale do Nilo, foram erguidas pirâmides em diferentes períodos da história egípcia, com estilos arquitetônicos variados e para finalidades distintas.
A Pirâmide de Djoser
A Pirâmide de Djoser é considerada uma das mais antigas já construídas e fica em Saqqara, junto à sua necrópole. Esse túmulo em degraus foi erguido para o faraó Djoser por seu arquiteto, Imhotep, tido como um dos grandes precursores de todas as pirâmides que vieram depois. Em vez de lados lisos que se projetam rumo ao céu, a pirâmide de Djoser é formada por seis níveis escalonados, o que lhe dá um visual em camadas muito peculiar. Foi um marco na história da construção de pirâmides e continua sendo um dos lugares mais famosos do Egito.
A Pirâmide Curvada e a Pirâmide Vermelha
Outro local conhecido por suas pirâmides é Dahshur, onde ficam a Pirâmide Curvada e a Pirâmide Vermelha, ambas construídas pelo faraó Sneferu. A Pirâmide Curvada chama a atenção pelo desenho singular: a inclinação das faces muda no meio da estrutura. Isso a distancia de uma pirâmide comum e provavelmente se deveu a problemas surgidos durante a obra. Pouco tempo depois, Sneferu tentou de novo com a segunda pirâmide, hoje chamada de Pirâmide Vermelha, e dessa vez com muito mais sucesso: ela se tornou a primeira verdadeira pirâmide de faces lisas do Egito.
Segredos e Teorias sobre a Construção das Pirâmides

Os enormes blocos eram movimentados com rampas, trenós e algumas alavancas. Existem, porém, outras teorias sobre a construção das grandes pirâmides que vão além dessa explicação, como a de que alienígenas teriam vindo à Terra para erguê-las, mas as chamadas teorias "malucas" em geral não são aceitas pelos estudiosos.
Estudos recentes, como a descoberta das aldeias dos trabalhadores e de suas ferramentas, ajudam a entender a construção das grandes pirâmides muito melhor do que antes. As evidências contrariam a ideia de que os construtores eram escravos: tudo indica que recebiam alimento e moradia e que seu trabalho era valorizado.
O Significado Espiritual das Pirâmides

A forma geométrica da pirâmide, com uma base larga que se afunila até o topo, foi concebida para representar os raios emitidos pelo sol, pois acreditava-se que o faraó morto subia para se unir ao deus-sol Rá. A posição das pirâmides ao norte e ao sul do equador, assim como seu alinhamento com as constelações, expressa a firme crença dos egípcios na ligação entre o céu e a terra dos vivos.
No interior das pirâmides, câmaras e corredores eram construídos para abrigar o corpo do faraó e, ao mesmo tempo, ajudar o espírito em sua travessia. Muitas pirâmides tinham as paredes internas decoradas com inscrições conhecidas como Textos das Pirâmides, formadas por feitiços destinados a auxiliar o faraó no além. Embora a maior parte dos tesouros e objetos guardados nas pirâmides tenha sido levada ou destruída ao longo dos anos, as próprias pirâmides continuam sendo a expressão eterna da fé egípcia na vida após a morte.
O Legado das Pirâmides
As pirâmides do Egito deixaram uma marca duradoura na história, como poucas outras construções. Suas dimensões, sua complexidade arquitetônica e o enigma que envolve o período em que foram erguidas inspiraram muitas gerações. Hoje, esses monumentos ainda maravilham incontáveis pessoas todos os anos, que querem ver com os próprios olhos uma das obras mais magníficas da Antiguidade.
Além de serem valorizadas como tesouros culturais e históricos, as pirâmides tornaram-se símbolos da determinação e da criatividade humanas. Sua silhueta no horizonte do deserto egípcio evoca a lembrança de uma civilização que, há muitos milênios, foi capaz de criar maravilhas que continuam a surpreender até hoje.
Informações sobre a Experiência de Visitar as Pirâmides
Para quem visita o Egito, conhecer as pirâmides é uma viagem de vários séculos ao passado. Estar diante da Grande Pirâmide de Gizé, fotografar as tumbas de Sacara ou simplesmente admirar a beleza da Pirâmide Vermelha é uma experiência incomparável para quem passa por esses templos.
Hoje, os turistas podem entrar em várias das pirâmides, ver a Grande Esfinge e mergulhar ainda mais na história do Egito Antigo com o espetáculo de som e luz à noite. Passeios bem organizados costuram uma narrativa envolvente sobre a construção das pirâmides e seu significado. Já as peças expostas nos museus próximos, que também reúnem objetos vindos das tumbas, ajudam a compreender melhor a civilização que via a vida e a morte à maneira dos antigos egípcios.
Conclusão
As pirâmides do Egito são monumentos estupendos que coroam a terra e lembram uma grande civilização que existiu há muitos séculos. Construídas há tanto tempo, carregam enorme importância histórica e mistérios ainda por resolver, e é por isso que inspiram tantas pessoas ao redor do mundo. Seja você um apaixonado por história, um amante de novas aventuras ou alguém que deseja se conectar com o passado remoto, as pirâmides permitem tocar um pedaço da glória que foi a civilização do Egito Antigo. Sua jornada por essas estruturas milenares leva você a uma época em que os reis governavam como deuses e a vida após a morte era tão natural quanto o nascer do sol.

