Cidade de El Minya
El Minya City | Land of The Dead
Minya fica a cerca de 240 km ao sul do Cairo, às margens do Nilo, e tem um ar tranquilo e acolhedor. Por trás dessa calma há uma cidade que já foi um centro próspero da indústria do algodão, e os prédios daquela época ainda estão lá para provar. Hoje é uma área semi-industrial, mas o clima de campo continua presente. As praças verdes, as ruas arborizadas e as vilas de estilo italiano fazem dela um ótimo lugar para caminhar sem pressa. Também é o ponto de partida ideal para explorar os sítios arqueológicos da região.
Minya: A Terra de Akhenaton e Nefertiti — História, Cultura e Tesouros do Antigo Egito
A história de Minya é longa e rica, e foi moldada por civilizações que se foram sobrepondo ao longo dos séculos. Quando o rei Akhenaton decidiu mudar a religião do Egito, quis também um lugar à altura da sua ideia: um grande deserto cortado pelo Nilo. Foi por isso que deixou Luxor e se mudou para a região de Minya. Hoje a província tem cerca de 4 milhões de habitantes e é um dos destinos mais interessantes do Egito. Há mais de 3.300 anos, Akhenaton e a bela rainha Nefertiti viveram em Tel el-Amarna, perto de Mallawi, e a cidade foi capital do país. Uma visita permite conhecer quase uma dúzia de sítios funerários e museus, além de esculturas, monumentos e pinturas originais que chegaram até os dias de hoje.
Akhenaton e Tel el-Amarna: A História do Faraó que Mudou a Religião do Egito Antigo
Por ter sido tão importante na época dos faraós, dos romanos e do califado abássida, Minya tem muito a oferecer. Há arquitetura antiga, uma verdadeira ágora grega, basílicas cristãs, as ruínas de um templo de Ramsés II, a Igreja da Virgem Maria e até casas dos anos 1930. Nas paredes dos túmulos, cenas maravilhosas mostram o dia a dia do antigo Egito. A cerca de 2 km deles ficam os restos do Speos Artemidos, um templo escavado na rocha por ordem da rainha Hatshepsut. Minya continua generosa com os arqueólogos, e túmulos com mais de 2.000 anos ainda estão sendo descobertos. A cidade também tem um pequeno museu dedicado a Akhenaton.
Akhenaton, que nasceu Amenhotep IV, governou o Egito por cerca de 16 anos, a partir de 1352 a.C. Logo depois de subir ao trono, mudou de nome, proibiu a antiga religião e impôs a adoração de um único deus, Aton, o disco solar. Fundou uma nova capital, Akhetaton, hoje conhecida como Tel el-Amarna, a cerca de 60 km ao sul de Minya. Até a arte mudou completamente no seu reinado, e quem quiser ver a diferença pode visitar a sala do período Amarna no Museu Egípcio do Cairo. Depois da sua morte, o clero fez de tudo para apagar o seu legado, inclusive a cidade que ele construiu. Hoje só restam vestígios espalhados, mas a história de Akhenaton e de Nefertiti continua a despertar curiosidade. Quem passar por Minya vai gostar de conhecer o que sobrou do legado do faraó “herege”. A região também tem hotéis e resorts internacionais, para uma viagem que junta aventura, cultura e descanso.
A Economia de Minya: Agricultura, Recursos Naturais e Indústria do Calcário
A economia de Minya depende muito da agricultura, graças às suas terras férteis, irrigadas pelas águas do Nilo. Entre os produtos cultivados na região estão o trigo, o milho, a cana-de-açúcar, o algodão, a cebola, o alho, a uva e os frutos cítricos. Minya também é conhecida pelas suas pedreiras de calcário, que estão entre as melhores do país e têm um papel importante nas indústrias da construção e do cimento.

